Prisão De Ventre Em Gestantes

O problema é relativamente comum.
Duas em cada três mulheres grávidas sentem o sintoma. Algumas só percebem que estão esperando um bebê ao detectar o sinal.

É a prisão de ventre, também conhecida por constipação intestinal. Mais comum a partir do segundo trimestre da gestação, a doença acomete 38% das grávidas, segundo estudos que nortearam o mais recente consenso sobre o tratamento da constipação intestinal na gestante, publicado na Europa.

A prisão de ventre em gestantes tem duas causas mais comuns. Segundo o Dr. Flávio Antonio Quilici, professor titular de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, “a alteração hormonal nesse período e o aumento do útero no decorrer da gravidez tornam o intestino mais lento”. Durante a gestação, a concentração de progesterona se intensifica e atua sobre as fibras lisas da parede intestinal, fazendo com que elas tirem o pé do acelerador. Essa transformação, aliada à pressão do útero sobre os intestinos torna a ida ao banheiro ainda mais demorada ou menos freqüente.

Se a alimentação da futura mamãe for pobre em fibras e em líquidos, o problema se agrava ainda mais. “Na gravidez, a retenção de líquido pelo organismo é maior, tornando as fezes mais secas. Isso dificulta sua passagem pelo intestino”, explica Dr. Flávio. Por isso, a indicação médica para o tratamento da constipação passa, sobretudo, por uma boa alimentação. A prática de exercícios físicos também pode auxiliar no combate à prisão de ventre. “A atividade física estimula o peristaltismo (movimento intestinal) e ajuda na mobilidade do intestino”, ressalta.

Quando a mudança no estilo de vida não funciona, os médicos precisam lançar mão dos medicamentos. “Muitas grávidas recorrem aos chás laxativos, pensando que por serem ‘naturais’ não causam problemas à saúde. Pelo contrário. O chá de sene, por exemplo, causa cólicas e sensação de distensão abdominal (estufamento) na gestante”, alerta Dr. Flávio. Ele acrescenta que “como atuam estimulando diretamente os plexos mioentéricos do intestino, os chás são considerados laxantes irritantes e, por transporem a placenta, podem agir na criança ainda em gestação. Se utilizados no puerpério (período pós-parto), através do leite materno, atingem o recém-nascido”.

Entre as opções seguras para o tratamento do sintoma estão os laxantes formadores de massa, que estimulam o trânsito intestinal.

Comer ou não comer
Uma boa dieta alimentar é uma excelente pedida para evitar a prisão de ventre durante a gravidez. A ingestão de líquidos e de fibras alimentares aumentam a concentração das fezes, facilitando sua eliminação.

Confira as indicações:
• Beba de 8 a 12 copos (2 a 3 litros) por dia. Água, sucos naturais e água de coco são boas opções. Evite refrigerantes e bebidas gasosas.
• Coma frutas que formam resíduo, como mamão, ameixa e melão. Evite banana, maçã e goiaba, que são constipantes. Prefira sua ingestão com iogurte, cereais e aveia.

Consumo De Mel Na Gravidez

Na Europa, o mel faz parte da alimentação diária e está associado à imagem de flores.
O consumidor é convidado a saborear o bouquet, conjunto de aromas das flores, de onde o néctar foi coletado pelas abelhas para a produção do mel. Nos países orientais, é considerado um presente da natureza para o bem-estar do ser humano. No Brasil, o mel é uma receita popular contra gripes e resfriados, além de uma alimento saboroso que faz bem à futura mamãe.

Em todo o mundo o mel é consumido pelo seu delicioso sabor, por suas vantagens como alimento e propriedades medicinais, conhecidas há milênios, e que estão comprovadas por pesquisas científicas. O consumo do mel in natura, ou associado a plantas medicinais, vem aumentando na maioria dos países.

O mel é o único adoçante natural que além de fornecer energia (314 calorias/100g), apresenta uma quantidade considerável de nutrientes para o organismo humano.
"Também combate o estresse, e aumenta a imunidade do organismo, que diminui com o cansaço físico ou mental", salienta a pesquisadora de produtos naturais, Mara Danuza. O mel é rico em frutose e glicose, monossacarídeos que possuem estrutura simples, e são absorvidos pelo organismo através da corrente sanguínea imediatamente após a ingestão, ao o contrário do açúcar, que é um dissacarídeo, cujas moléculas precisam ser transformadas pelo organismo antes de serem assimiladas.

"Como complemento alimentar o mel é importante devido a sua composição rica em nutrientes essenciais ao corpo, é indicado como suplemento alimentar diário para todas as idades", afirma. Uma pessoa deve ingerir, no mínimo, uma colher de sopa (30g) de mel por dia.
É indicado para as afecções das vias respiratórias, como faringites, bronquites, coriza, laringites, tosses e resfriados; nos casos de cólicas intestinais, úlceras da mucosa gástrica; afecções hepáticas; alivia dores de cabeça e a depressão.

Composição química do mel
Açúcares - 78% a 80% Tipo monossacarídeos - glicose (31%), frutose (38%), maltose (7%) e outros açúcares complexos.
Lipídeos 0,1 % - ácidos graxos como o oleíco, linoleíco e palmítico Proteínas 1% - Aminoácidos livres Ácido aspártico, ácido glutâmico, alanina, arginina, aspargina, cistina, glicina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, triptofane, tirosina e valina Sais Minerais 0,2% - principalmente, cobre, manganês, ferro, enxofre, bório, fósforo Vitaminas A, B1,B2,B3,B5,B6,B8 e B9, C, D, K

Alimentação À Base De Fibras É O Melhor Remédio Contra Hemorróidas

Com a gravidez confirmada, o primeiro passo é procurar o ginecologista e com ele traçar a melhor forma de encarar os noves meses de gestação de maneira saudável e agradável.

Gravidez, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é doença, é vida. Uma nova vida que se forma dentro da mulher. Todos os sentimentos e emoções da nova mãe são passados para o feto e por esse motivo
é muito importante que a mulher aceite a gravidez e principalmente as mudanças que irão ocorrer durante os meses .

Alguns exames serão realizados no início da gravidez para que o médico possa avaliar o estado de saúde da grávida. Atualmente o teste de Aids está incluso na bateria de exames.
Caso seja portadora de alguma doença infecto-contagiosa ou diabetes e hipertensão, entre outras, os cuidados deverão ser dobrados.

Segundo o ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Camilo, dr. Masami Sato, durante a gravidez a mulher tem que se alimentar bem. "Durante a gestação a maioria das mulheres tendem a ficar com o intestino preso e o ideal é consumir alimentos com bastante fibras, como frutas e verduras. A alimentação à base de fibras também previne contra o aparecimento das indesejáveis hemorróidas", declara.

O Uso De Cinto De Segurança Na Gravidez

A Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina lançaram uma diretriz orientadora para definir o uso adequado do cinto de segurança durante a gravidez, com o intuito de esclarecer e reduzir ferimentos provocados por acidentes de trânsito.

Orientação
A mulher grávida quando motorista ou passageira de um automóvel deve:
• Usar sempre o cinto de segurança “tipo três pontos”;
• A parte pélvica do cinto de três pontos (faixa subabdominal) deve ser colocada abaixo da protuberância abdominal, ao longo dos quadris e na parte superior das coxas;
• A faixa diagonal deve cruzar o meio do ombro, passando entre as mamas e lateralmente ao abdome, nunca sobre o útero;
• Nunca colocar a faixa superior do cinto por trás do tórax nem tampouco colocá-la sob o braço ou na axila. Jamais sentar-se sobre a faixa inferior/pélvica (subabdominal) para utilizar unicamente a faixa superior/torácica (diagonal);
• Em veículos dotados de airbag utilizar apropriadamente o cinto de segurança e afastar o banco o máximo possível para trás, até o limite que permita o perfeito contato com o volante e com os pedais, quando na direção do veículo;

Riscos mais freqüentes em gestantes que não usam o cinto de segurança
• Óbito fetal
• Baixo peso ao nascimento
• Prematuridade
• Descolamento prematuro de placenta
• Hemorragias no parto
• Rotura uterina

Legislação Brasileira
No Brasil, cintos de segurança são equipamentos obrigatórios para todos os ocupantes de Veículos. Seu uso é obrigatório para todos os ocupantes do automóvel (condutor e passageiro) em todas as vias do território nacional.

 
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